16 de ago. de 2015

Cânone Literário e porque eu leio Young Adult


Quando eu estava no terceiro ano do EM, tive um professor de literatura do qual eu gostava muito: ele falava sobre livros com uma paixão sem igual, o que fazia com que as histórias - que antes das aulas eu considerava chatas e sem graça - parecessem, na verdade, interessantes e cheias de significados escondidos. Foi por causa da aula dele que eu gostei tanto de ler Machado de Assis, Graciliano Ramos, Aluísio de Azevedo, entre outros.

E por mais que literatura seja uma experiência que se constrói de forma única para cada um de nós, e que seja impossível todos admirarmos os mesmos livros, pelos mesmos motivos, esse meu professor fazia uma coisa que me deixava triste e levemente incomodada: ele adorava falar mal de livros best-sellers. Não importava muito qual livro: se vendeu pra caramba nos dias de hoje, tinha que ser ruim. Na época, o mártir escolhido era Harry Potter - o que hoje me deixa revoltada ao último nível. Essa atitude me incomodava por motivos óbvios: não existe um gênero literário “best seller”, ou uma fórmula imutável que faz um livro vender muito. Cada livro é um livro, mesmo tendo vendido muito, oras.

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Maira Gall